terça-feira, 4 de novembro de 2008

História das Pin Up Girls



Pin-up também pode se referir a desenhos, pinturas e outras ilustrações feitas por imitação a estas fotos. O termo foi documentado pela primeira vez em inglês em 1941; contudo, seu uso pode ser rastreado pelo menos até a década de 1890. As imagens “pin up” podiam ser recortadas de revistas, jornais, cartões postais, cromo-litografias e assim por diante. Tais fotos apareciam freqüentemente em calendários, os quais eram produzidos para serem pendurados (em inglês, pin up) de alguma forma. Posteriormente, posters de “pin-up girls” começaram a ser produzidos em massa.

Muitas “pin ups” eram fotografias de celebridades consideradas sex symbols. Betty Grable foi uma das mais populares dentre as primeiras “pin-ups”. Um de seus posters tornou-se onipresente nos armários dos soldados norte-americanos durante a Segunda Guerra Mundial. Outras pin-ups eram trabalhos artísticos, freqüentemente representando versões idealizadas do que alguns imaginavam ser a representação de uma mulher particularmente atraente. Um exemplo antigo do último tipo foi a Gibson girl (garota de Gibson), desenhada por Charles Dana Gibson. O gênero também deu origem a vários artistas especializados, tais como Gil Elvgren, Alberto Vargas, George Petty e Art Frahm.

A expressão “cheesecake” é sinônimo de “foto pin-up”. O mais antigo uso documentado neste sentido é de 1934[1], antecipando-se a “pin-up”, embora anedotas afirmem que a expressão estava em uso na gíria pelo menos 20 anos antes, originalmente na frase (dita sobre uma bela mulher) “better than cheesecake” (algo como um verdadeiro pitéu).

Hoje em dia, homens também podem ser considerados “pin ups” e existem equivalentes masculinos de modelos e atores atraentes como Brad Pitt. O termo equivalente, nesta acepção, é “beefcake” (algo como bofe, em gíria brasileira).

Em anos recentes, ilustradores (a saber, Rion Vernon), têm explorado pin-ups de modo mais radical. Vernon, criador do termo "pinup toons", fundiu a clássica garota pin-up com os reinos da HQ e da caricatura.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

quinta-feira, 23 de outubro de 2008


MINHAS MULHERES
Mulheres, são a minha perdição
Brancas, Mulatas, e de outras cores

Por todas, quase morri de tentação

E por algumas tive dissabores

Eram de sonhos, e pouco as amei

Mas seus segredos, os guardo

Deram-me tudo na vida, bem sei

Até seus colos eram meu resguardo

Mulheres, que em minha vida passaram

Em seus regaços muito sonhei

Em tantos leitos, todas me amaram

E nos lindos corpos, me aconcheguei

Depois, todas elas me deixaram

E meu coração continua sem dona

Sofreram, porque por mim se apaixonaram

Acabei por ficar só, e minha vida é tristonha

Às minhas Mulheres, de tantos sabores

Meu coração, nunca lhes entreguei

Deram-me tudo, tudo, até seus clamores

Em murmúrios, que guardei

Hoje, grande tristeza me invade

Porque delas eu tanto desfrutava

Agora, apenas resta-me a saudade

Se voltasse atrás, o coração lhes entregava


De: Fernando Ramos 02.7.2006

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

A Vida na Visão de Carina Santos

A idade avança, nesta passagem, que é a Vida, e pergunto-me: - o que fiz até agora?
Será que tenho desfrutado do que de bom ela me tem oferecido?
Será que tenho amado verdadeiramente os que me rodeiam e me tenho dado a eles com intensidade?
Neste percurso, nada fácil, que é este nosso caminhar, por vezes com tantas correrias, com tantos afazeres, será que me dou conta de que, mesmo ao meu lado, há pessoas a precisar de um sorriso, de uma carícia ou, porque não, do meu silêncio...?
A vida é mesmo assim!
Para ser vivida da forma como se apresenta e, neste meu já longo caminhar...só quero pedir a Deus que me ajude a não dar muito tropeções, que me ajude a aceitar os bons e maus momentos e que eu nunca me esqueça de LHE agradecer por tudo isto!

Nesse curto percurso que fazemos pela vida, encontramos muitas pessoas. Algumas não nos deixam nada, outras um pouco, e há ainda aquelas que deixam muito. Mas não importa o número de pessoas que tivemos a oportunidade de encontrar; pois o mais importante foi ter encontrado alguém, que fez desse percurso não mais um percurso, mas sim um verdadeiro passeio pela existência.

E, assim eu vejo a vida…
Na estrada da existência, os caminhos se cruzam, uns, cobertos de rosas, outros... Cheios de espinhos! Na constância dessa vida medíocre e desvalida, melhor seria intercalar os passos na caminhada, ora, passos sobre rosas, ora, face sobre os espinhos! É necessário sofrer nas partes sensíveis mais do que a doçura nas partes ásperas: Sofrimento gera amor, confiança e fé... Enquanto o gozo desregrado espalha luxúria e utopia!
A cada toque macio das pétalas ficamos imunes ao toque dos espinhos, se tivéssemos sempre o rosto sobre rosas, os espinhos acabariam lesionando nos os pés! O caldeamento só se torna eficiente, na capacidade de assimilarmos a dor. A facilidade nos torna presa fácil do vício, orgulho, ambição e desamor!
O sofrimento dosando a felicidade na mistura correcta e suportável transfigura-nos para o Criador na plena essência da realidade. Não quero só rosas na minha caminhada, peço ao Eterno que poupe os meus! A mim: dê-me espinhos adoçando rosas! Para não ser paria na humanidade. Que os espinhos, a mim destinados, redimem a prole deserdada da sorte, assim, os meus, comigo, gozarão ventura e, no porvir da benemerência plena, comunguem a felicidade e vitória do amor!
Rosas lambendo o chão, sombras seguindo a imensidão. No cheiro da campina: O frescor da face purpurina! No viés do espelho: A faísca do olhar! No reflexo da agulha: A timidez do luar! Sol orgulhoso... Escondido pelo planeta, aceita patuscada de enjeitados no ostracismo do dia. O perfil das armas, a silhueta das labaredas. O halo das almas... A firmeza das serras, a frieza das veredas.
Chão lambido pelas rosas, imensidão seguida pela sombra. Campinas cheirosa... Face purpurina na penumbra. Parte da tarde que se foi e o odor das flores que se vão. Algazarra das prostitutas a coar o coágulo da amargura! Restolho de amor no filete da ilusão, chuva de desprezo no interior do coração.
No piscar de olhos das estrelas, o pálido esgar dos mentirosos, nas serenas dos maltrapilhos, os trejeitos dos infelizes. Nas quinas das alcovas, o sepultar dos valores, nos pisos dos banheiros, o tremularem dos rins.
Rosas beijando o chão com perfume de saudade, sombra seguindo a imensidão na purpurina face da piedade. Abóbada celeste com talos de estrelas... É como o brotar dos seios na periferia do busto. Na frieza dos mapas o aborto dos vulcões, na gramínea esponjosa os espinhos da coroa.
Rosas ocultando o piso com odor de nostalgia, sombras cobrindo o chão liso na rósea face do dia. Soluços dos condenados... Acotovelar dos brutos! Castigo aos impuros na angústia dos desesperados.
No apartamento dos inválidos o florescimento da amargura, no desequilíbrio dos anseios o plantio da... Ambição! Ares do tempo que passa na ruína dos
princípios, memórias de um passado na etérea marca do tempo.
Sentimentos da alma cativa, lacrados na ogiva do peito. Lamentos em alma aflitiva do Ser choroso... Imperfeito! Lamúrias do fundo d’alma sem ecos em sua irmandade, irmãos perdendo a calma, cheios de ódio e crueldade! Murmúrios no burburinho de pessoas... Impessoais! Carnes para o pelourinho de seres... Já animais!
Arfantes peitos/arquivos, nichos de vis maldades. Covis de dons esquivos... Poço fundam de mentira! Louco! Venal e insensato! Devasse o teu peito velado, desarma-te de todo aparato Abraçando o Crucificado!
Suplícios e desenganos, fracassos e desditas! São doações do destino à plebe decepcionada... Imenso infortúnio, vero e constante, medram no teu ser em pulsação arfante. É grande a desgraça da mísera orfandade nos desígnios da sorte e no viés da vil partilha. A ti, o caprichoso destino, distribuiu apenas o penar, para que, nos ombros, possa conduzir o lenho doloroso.
O sofrimento campeia na vastidão da dor, em teu ego massacrado, sem o linimento da paz. Em teu egoísmo inglório ricocheteia às ofensas e, devolves às mãos cheias, os males a ti impingidos. É um universo de dor no teu execrante pensar: Os demais... São felizes! Só tu... É o opróbrio! Desgraçado e suicida, pare, pense e... Observe! Em teu redor há dor: Ela não é só o teu algoz!
Os sofrimentos deste mundo são reprimendas do Criador, purgação para a humanidade e, gabarito de nossos erros! Alvitrante, um cego aceitaria de bom grado o teu padecer, em troca de um dos teus olhos que lhe restitua a visão plena! Ajuntamento de trapos nas esquinas da ilusão, amealhar de feridas no esticar do tendão. Purulenta da visão na miopia da verdade, surdez da inteligência... No apagar da sagacidade! Acotovelar das células no plasma envenenado, reunião dos dejectos no sangue estagnado.
Apodrecer da carne em esqueleto deformado. Medulas diluídas em osso descarnado. Jactância do orgulho na cicatriz da alma, descaso do perdão que consome a “fúria”.

Esta autópsia programada, um dia, virá plenamente e, na mesa da operação, não sobrará uma semente! Enquanto dermos valor ao nosso mesquinho físico, a nossa alma (ou espírito) encarcerada, farão do lodo... Paraíso!